sexta-feira, 11 de maio de 2012
O Retorno Das Lágrimas ...
Quando eu achei que o rio havido secado e que nenhuma chuva seria capaz de enche-lo novamente, lá vem elas transbordando no meu ser. Mas não é dor, ou algo semelhante, sinceramente eu não sei o porque que elas escorrem pelo meu rosto, talvez para limpar e purificar minha alma que caminhou na escuridão por muito tempo e agora é a hora dela se deixar iluminar, não pelo sol. É dificil de entender, porém esse sol, o meu segundo sol, queima-me e isso faz com que eu tenha medo da luz solar, porque eu fui tola e olhei fixamente para ele, queimei minhas córneas, ofusquei minha visão com aquele brilho intenso e por fim ceguei-me. Não entendes o que quero dizer? Simples, o segundo sol chegou para mim e fez-me de deserto, quente nos dias e frio-solitário nas noites. Deixou-me perdida e iludi-me nas miragens do meu querer. Engano meu, solzinho, eu era apenas um grãozinho de areia no meio daquelas dunas de areia, por mais que tivesse no meio da multidão, sentia-me sozinha e por mais que eu tentasse você enxergava todas os grãos, menos eu, assim fazia minha desolação. Porém eu sabia que você me sentia de alguma forma, mas era outra ilusão, raiva de mim, sabes o que teus raios ultravioletas fazem comigo? E você, aos poucos, foi destruindo-me, matando-me, arruinando e não haveria água que renascesse-me(as lágrimas haviam secado), mas novamente, o meu grãozinho no meio do deserto, era semente, cresceu, virou a mais bela flor, ali havia amor. Mas eu alimentei com as lágrimas da solidão, da ilusão, da falta de carinho e compreensão. Assim, depois d’eu achar que era deserto - no martírio de um desejo, na realidade era grão-marcas intensas da paixão e finalmente descubro-me semente, razão desse amor que me arrebatou. Ele se escondeu, as nuvens vieram, o tempo fechou, o céu chorava a ausência dele e eu alimentava a saudade. Não do meu sol, porque na realidade ele estava atrás das nuvens, mas do que ele fora. Um sol bacana, que não queria deixar ninguém com câncer ou outra doença qualquer, mas parece que comigo foi diferente, deu-me doença de amor. E agora o que fazer, sou uma flor diferente e aquele sol não se interessa por flores, nem que eu fosse uma estrela, mesmo em galáxias iguais, em mesma dimensões, ele não ia querer, não a estrela que dança tango no céu. Ah, na verdade eu nem sei mesma quem sou, o mundo tem razão, o amor nos tira a identidade, quando é desse jeito, perturbador, mas você eu sempre soube quem era, meu segundo sol. E mesmo tendo perdido minha alma nas vielas de um vale qualquer, e que o escuro esteja me perseguindo por lá, rezo todos os dias, pros seus raios iluminaram-me, basta você querer, porque o meu querer já floresceu. Amo-te.
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